terça-feira, 14 de agosto de 2007

Pequenos grandes acontecimentos cotidianos


Acabei de ver uma lagartixa MUITO pequenininha. Chamei o Enzo pra vir com cuidado vê-la. Ele realmente se aproximou devagar, observou os dedinhos ínfimos, mas ela ao se dar conta daquele “gigante’, fugiu. Então eu expliquei que a gente era muito grande pro tamanho dela e que ela deveria estar assustada. Ele ficou chamando: "vem lagartixinha", e dizendo que achava que ela estava era indo dormir.

Cito Dom Helder Câmara

“ Não ensine a seu filho
que as estrelas não são
do tamanho que parecem ter:
maiores do que a Terra!
São lâmpadas
que os anjos acendem todos os dias
assim que o sol começa a escurecer...
Não diga a seu filho
que as asas dos anjos
só existem na imaginação.
Já vi meu anjo em sonho
e posso jurar
que ele tem asas claras
que até parecem feitas de luz.
Não encha a cabeça de seu filho
ensinando-lhe hipóteses precárias
que amanhã de nada servirão.
Povoe de beleza
o olhar inocente de seu filho.
Dê-lhe uma provisão de bondade
que chegue para a marcha da vida.
Infunda-lhe na alma
o amor de Deus – e tudo o mais,
por acréscimo,
ele terá.”

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

On the road...


Depois de vários desencontros, finalmente, "Tudo acontece em Elizabethtown".
Cameron Crowe já havia mexido comigo em "Almost Famous".
Ele gosta de fazer filmes com personagens que parecem reais e assim nos leve para dentro de nossas vidas.
Na coletiva de imprensa de "Elizabethtown" foi exibido um vídeo com uma mensagem de Crowe. A mensagem explicava que ele estava envolvido em outro projeto quando sua esposa (Nancy Wilson) o chamou para seguir com ela durante uma turnê pelos Estados Unidos. Em certo ponto da viagem eles pararam em Kentucky, cidade do pai de Crowe, na qual não comparecia desde o enterro do mesmo. Confuso com o retorno a cidade do pai, Cameron “largou” sua mulher na turnê, alugou um carro e percorreu as cidades da região. Foi daí que surgiu “Elizabethtown”.
Como minha terapeuta falou, estou fechando um ciclo com meu pai. Esse filme me lembrou muito ele...
Observar a família, suas estranhezas e particularidades. É bonito ver que apesar das diferenças, eles estão ali por amor, além do sangue.
Muito sensível mostrar a mãe do Drew tentando achar seu espaço no mundo depois da perda do marido.
Lindo ver um coração ganhando outro quando ele humildemente fala apenas do que sente. Percebe-se isso na cena maravilhosa em que Susana Sarandon sapateia e no diálogo do Drew e da Claire na entrada do Hotel.
Bom ver a Claire... Me vi nela há anos atrás e hoje ela está aqui dentro de mim me levando pra esse reencontro com ela/eu.
Muito bom ver que a vida é feita de infinitas possibilidades e que, como disse o pediatra de Enzo uma vez, a gente nasce pra dar certo.
Sábio quando Claire fala: Tem cinco minutos para se entregar a uma tristeza deliciosa. Curta-a, abrace-a, descarte-a. E prossiga....
Cá estou na viva Claire me entregando a viagem.
Portanto, estou na estrada, por terra, pecorrendo os caminhos e vendo a paisagem, absorvendo-a, devorando-a, admirando-a.
Ah! Já ia me esquecendo de comentar como o amor é leve!!!
Ame, ria, caminhe, escolha, tenha fé, e assim, viva e seja feliz!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Atemporal


Fui com uma amiga no Franz Café e lá sentada, conversando, por um momento retrocedi no tempo... Uma amiga de duas décadas! Sabe aquelas amizades gostosas, cheias, verdadeiras? Assim é a nossa.
E o relógio mexeu seus ponteiros... Peguei um guardanapo e lembrei da adolescência quando faziamos aquelas agendas monstruosas e com certeza levariamos aquele guardanapo pra casa, pra escrever da nossa tarde no Franz e colá-lo na página.
E depois que os ponteiros voltaram ao normal, foi muito bom ter feito essa viagem e saber que a cumplicidade está no mesmo lugar.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Digestão difícil


Hoje conversando com uma amiga, ela disse que eram tantas mudanças que é como se eu quisesse outra vida... A frase caiu pesada e seca. Difícil de engolir. Ainda está um bolo em minhas entranhas...

Cito "O elogio da sombra" de Jorge Luis Borges

A velhice (tal é o nome que os outros lhe dão)
pode ser o tempo de nossa felicidade.
O animal morreu ou quase morreu.
Restam o homem e sua alma.
Vivo entre formas luminosas e vagas
que não são ainda a escuridão.
Buenos Aires,
que antes se espalhava em subúrbios
em direção à planície incessante,
voltou a ser La Recoleta, o Retiro,
as imprecisas ruas do Once
e as precárias casas velhasque ainda chamamos o Sul.
Sempre em minha vida foram demasiadas as coisas;
Demócrito de Abdera arrancou os próprios olhos para pensar;
o tempo foi meu Demócrito.
Esta penumbra é lenta e não dói;
flui por um manso declive
e se parece à eternidade.
Meus amigos não têm rosto,
as mulheres são aquilo que foram há tantos anos,
as esquinas podem ser outras,
não há letras nas páginas dos livros.
Tudo isso deveria atemorizar-me,
mas é um deleite, um retorno.
Das gerações dos textos que há na terrasó terei lido uns poucos,
os que continuo lendo na memória,
lendo e transformando.
Do Sul, do Leste, do Oeste, do Norte
convergem os caminhos que me trouxeram
a meu secreto centro.
Esses caminhos foram ecos e passos,
mulheres, homens, agonias, ressurreições,
dias e noites,
entressonhos e sonhos,
cada ínfimo instante do ontem
e dos ontens do mundo,
a firme espada do dinamarquês e a lua do persa,
os atos dos mortos,
o compartilhado amor, as palavras,
Emerson e a neve e tantas coisas.
Agora posso esquecê-las. Chego a meu centro,
a minha álgebra e minha chave,
a meu espelho.
Breve saberei quem sou.

sábado, 4 de agosto de 2007

Caminho com cores e flores... e amores!

Mais uma descoberta estupenda: Crescer não dói... E ainda é colorido!!!
Descobri isso na terapia pra poder terapeutizar!!!
Pra quem ainda não tá entendendo, meu crescimento está sendo no caminho das cores pra que eu possa ofertar flores!!!
Nada ainda... Vixi... Então tem um tempinho que você não conversa comigo... Sou muito inquieta!
News always!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Qual a sua opção?


Dizem que agosto é o mês do desgosto, quando acontecem infelicidades.
A história confirma com as duas grandes guerras mundiais, o lançamento das bombas atômicas, além de outros fatos.
Mas o meu agosto começou tão cheio de boas energias que prefiro ficar com o fato de ser o mês em que nasceram Caetano Veloso, Jorge Amado, Oswaldo Cruz, Baden Powell, Alexander Fleming, Julio Cortazar, Andy Warhol, Jean Piaget e tantos outros.
Escolha (e faça) o seu mês!!!
Boa sorte a todos!!!